17 de fevereiro de 2017

Percorro a tua caligrafia com os meus dedos, como se neles sentisse cada poro teu. Entro em casa cada vez que te leio, mas não me sacudo. Levo cada pedaço meu a cada divisão, certifico-me de que cada palavra tua é minha também. Desculpa se sou egoísta o suficiente para me querer abrigada, mas o teu abraço pertence-me desde o dia em que os meus olhos tocaram nos rascunhos onde me escondias.
Quem me dera poder desenlear-te todos os dias. 

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