7 de abril de 2015

Não existe vento árido que leve para longe o que me prende aqui. É confuso o rosto que pinto nesta tela rugosa que por tanto pó se encobria. Indefinido. São traços vazios, cores mórbidas, sombras indistintas. Pincéis tão rígidos, quase fiéis a mim mesma, que arranham e deixam para trás o seu percurso. Viajam por caminhos inférteis e acabam sempre a ver o pôr-do-sol.
Porque, no final, acabamos sempre por ficar onde gostaríamos de viver.

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