9 de janeiro de 2015

Desafogo. Fica frio quando não estás, desconfortável ausência que me desampara destes medos soberbos capazes de quebrar a minha respiração por momentos. Resguardas-me. Mesmo quando não encontro o bloco ao lado da minha almofada, mesmo quando a noite é tão escura que me faz recear o que o amanhã me trará. Escrevo em desabafos, eu sei. Por etapas confusas, expiração acentuada do que trago cá dentro. Desaguo aqui, no mesmo mundo onde te conheci. Vestias as palavras num estilo marcadamente metafórico que me fazia divagar por horas. Sonhei tantas vezes com este dia que nem consigo quantificar as borboletas que trago dentro de mim. Ainda não acordei. Mas amor, não me acordes. Quero esticar este sonho para o resto da minha vida. 
Que me chamem de louca quando afirmar que o vivo. Que o tenho. Que o estimo na minha mão.
Nada é mais bonito do que um sonho.
Ninguém é mais bonito do que tu. 

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