8 de dezembro de 2014

Há tantas estradas por atravessar, tanta vontade guardada em mim. Coleciono ambição. Quero tanto para tão pouco tempo. Vivo como se o mundo tivesse prazo, como se o chão me fugisse a cada passo que não dou. Sou confusa, precipitada até. Eu sei, meu amor, eu sei. Eu sei que nem eu me aguentaria mas, por muito que queira, existo para sonhar por ti. Sonho os meus e os teus anseios, as minhas madrugadas são tuas também. Sou instável, não estou bem aqui. Curiosa. Impaciente. Eu sei e por mais que saiba, não me consigo contrariar. Um mundo sem um céu cor-de-rosa não é mundo para mim. Eu sei que pintei o teu sem autorização, sei também que usei as minhas estrelas para o decorar. Sei que me mascaro nesta voz de criança de cinco anos, só para te ver sorrir. Sei que faço mais esforços do que aqueles que tu percebes, esforços que não me esgotam. Não me desgasto por ti. Levo-te ao limite, a lugares imaginários que, sem mim, nunca visitarias. Sei que te aborreces mas sei também que por detrás dessa tua voz grossa há uma gargalhada pronta para mim. Eu não me chateio se te zangares comigo por te doerem os pés de tantos sonhos pisares. Eu não me chateio se me levantares a voz e pedires para me calar. Mas amor, por favor, não fujas de mim. 
Porque um céu sem ti deixa de ser cor-de-rosa para mim.

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