29 de novembro de 2014

Pudesse eu imaginar as tuas entranhas sentimentais, perpetuar esse batimento cardíaco e acompanhá-lo com uma chávena de chá na mão. Pudesse eu ser do tamanho do mundo, dar um passo e pousar o meu calcanhar junto ao teu. Pudesse eu ser o teu sonho que torná-lo-ia realidade. 
Não me estás a aquecer as mãos porquê? Está frio e tu sabes que tenho as mãos e os pés gelados. Aquece-me com palavras. Vá, tu consegues. Não são precisas harpas na melodia para que me apaixone por esse percurso de lápis de minas. Escreve em mim. Para mim. 
Será pedir muito um bocadinho menos de ausência? Sou tão impaciente quanto um empregado de balcão; tão ou mais inquieta que um animal bebé. Visto-me de mil e um defeitos e mesmo assim tremo perante os graus negativos que a tua falta me provoca. Sei que ia adorar ter-te aqui, falar contigo horas e horas. És do tipo "cora bochechas" eu sei. E daí? Essa tua timidez disfarçada em atropelos de palavras não me afasta do que quero. Do que sempre quis. 
Conversa comigo por horas e horas. Vá...

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