4 de julho de 2014

Desdenho esse vazio em cada metro que piso. Ondas são armadilhas que nos prendem no enleio da voz, fantoches que nos trazem à tona a saudade dos dias que não existiram. Deixando que a palma da mão cole na areia molhada, vagueamos no solo árido daqueles dias em que trocamos o perfume que as palavras trazem quando nos tateiam. Os mesmos que, deixando-te sem fôlego, te desbotaram a pele. Não te reconheces. Até que, por obra do acaso, ou de um pedido inocente até, surgem os anjos da alma, as palavras perdidas, os labirintos onde para sempre te encontrarei. Alguém que sente o suor da minha mão sem que tenha de pedir contacto físico. Alguém que transpira comigo, acelerando o batimento cardíaco, dando a desculpa de que correu demasiado sem saber que no amor não há metas nem vencidos.

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